|
|
 | CIRURGIA VIDEOENDOSCÓPICA | | Com a videoendoscopia o paciente não ganhou apenas na redução da cicatriz. Ganhou em tudo, na redução do tempo de recuperação, de hospitalização, de morbidade, nos sintomas dolorosos pós operatórios, na rapidez de retorno as actividades normais. Menos dor, menos sofrimento, menos internamento, menos risco, recuperação mais rápida, cicatrizes pequenas...quem não quer? |

CIRURGIA VIDEOENDOSCÓPICA A cirurgia videoendoscópica abriu as portas da medicina para era virtual permitindo um grande avanço tanto nas especialidades clínicas, de diagnostico, quanto nas cirúrgicas. Quem mais ganhou mais foi o paciente das especialidades cirúrgicas como Cirurgia geral, Cirurgia ginecológica, etc.Antigamente dizia-se em medicina que Grandes Incisões pertenciam aos grandes Cirurgiões... era o marco imprescindível de uma vida salva, sinal da cura de uma doença grave... as pessoas conviviam perfeitamente com as cicatrizes. Na praia, na piscina, no dia-a-dia elas não impressionavam. Com o avanço da cirurgia videoendoscópica, estas grandes cicatrizes fazem parte do passado, hoje grandes incisões e marcas deixam as pessoas retraídas, mesmo naquelas extremamente necessárias, quer por cirurgias radicais de emergência, quer para tratamentos oncológicos. O paciente já não aceita mais uma grande incisão para uma cirurgia de vesícula, de histerectomia. As técnicas e os procedimentos cirúrgicos mudaram para melhor. Por outro lado, quando o conteúdo é menor do que o continente, ou seja há muito mais pele do que estruturas para envolver, as cicatrizes são necessárias para resolver o problema...retirar o excesso de pele para definir um contorno agradável.Todas as especialidades médicas ganharam com o avanço da fibra óptica e o aumento da potência das micro câmaras. Das Laparoscopias e Artroscopias evoluímos para esta maravilha moderna que é o domínio da técnica videoendoscópica.Como todas as especialidades cirúrgicas a cirurgia plástica não poderia ficar a margem desta nova conquista, mas, certamente, foi a ultima a adoptá-la. Há uma explicação plausível para isto. A maioria das cirurgias plásticas tem abordagem directa, ou seja, em mais de noventa por cento das cirurgias plásticas o procedimento são para corrigir excesso de pele, flacidez, excesso de tecido adiposo, projectar áreas anatómicas, reduzir volumes e não se enquadravam nos procedimentos de mínimas incisões da videoendoscopia, porém aos poucos os cirurgiões plásticos foram percebendo que cabia sua adopção em determinadas cirurgias e o sucesso obtido estimulou a todos.Enquanto na cirurgia geral, para operar uma vesícula, era necessária uma cicatriz de 15 cm hoje a videoendoscopia limita a 3 ou 4 incisões com menos de 2 cm cada. O mesmo acontece nas cirurgias para redução do estômago, cirurgias ginecológicas, cirurgias renais, pulmonares, cardíacas, etc. O paciente não ganhou apenas na redução da cicatriz. Ganhou em tudo, na redução do tempo de recuperação, de hospitalização, de morbidade, nos sintomas dolorosos pós operatórios, na rapidez de retorno as actividades normais. Menos dor, menos sofrimento, menos internamento, menos risco, recuperação mais rápida, cicatrizes pequenas...quem não quer?Os aparelhos que permitem a cirurgia videoendoscópica na cirurgia plástica são os mesmos utilizados em qualquer cirurgia, o que muda apenas são o tamanho das ponteiras e das pinças, mais delicadas. A técnica de Videoendoscopia utiliza uma fonte de luz potente, Xenon, que é projectada até campo operatório através de uma fibra óptica, que se une a uma ponteira com uma micro câmara, cuja lente é uma ponteira finíssima, de 3,4,ou 6 mm, por onde, ao mesmo tempo que passa o feixe luminoso a imagem é captada e transmitida para um aparelho de televisão, ampliada e super nítida, ou para outro aparelho que pode gravar a imagem em DVD, como documento de arquivo. A micro câmara para videoendoscopia tem duas características: capta a imagem e a amplia, aumentando o tamanho e o campo de visão das estruturas anatómicas, de maneira a facilitar o trabalho do cirurgião. O cirurgião opera vendo as imagens através da TV, com qualidade e precisão. Geralmente esta micro câmara com a fibra de fonte de luz é manuseada pelo médico assistente que foca sempre a área a ser tratada, enquanto o cirurgião, através de duas outras micro incisões de acesso promove o tratamento e a cirurgia desejada, com pinças, bisturis, tesouras especialmente e engenhosamente fabricadas para cada cirurgia. Na cirurgia videoendoscópica tudo é diferente, equipamentos, pinças, pontos, agulhas, tesouras. É uma cirurgia limpa, bonita e segura.O primeiro a divulgar algum trabalho utilizando a videoendoscopia na cirurgia plástica foi o Dr. Teimorian em 1984. Utilizou a videoendoscopia para observar o resultado de uma lipoaspiração. Após 8 anos no esquecimento, em 1992, os médicos americanos Dr. Vasconez e Dr. Core passara a aplicar a videoendoscopia para o tratamento das rugas das Regiões Frontais e da Glabela objectivando o rejuvenescimento. Publicaram os primeiros trabalhos em revistas médicas, Plastic and Reconstructive Surgery, percorreram o mundo em congressos de cirurgia plástica demonstrando a sua boa utilidade no tratamento destas áreas e a partir de então vários médicos passaram a utilizá-la, ampliando suas indicações e melhorando os resultados. Como na cirurgia geral e nas outras especialidades o objectivo no uso da videoendoscopia era para reduzir as cicatrizes das áreas tratadas, visualizar macroscopicamente e bem definido as estruturas anatómicas a serem tratadas e diminuir o tempo de recuperação dos pacientes, sua morbidade e seus custos.Quando a paciente era portadora de muitas rugas na região frontal ou testa, com queda das sobrancelhas e rugas na região glabelar ou fronto nasal a técnica adoptada por todos e descrita por Pitanguy e outros cirurgiões era a Ritidoplastia Frontal. Uma incisão enorme que deixava cicatrizes dentro do cabelo, de orelha a orelha, passando pela parte superior da cabeça era realizada para tratar estas rugas. O acesso era directo, a musculatura era tratada directamente, a cicatriz muito longa, muitas vezes levava a queda de cabelo, outras o paciente sentia prurido ou anestesia em toda a cabeça durante muito tempo, sem contar o congelamento da expressão frontal e o alongamento da distancia entre as sobrancelhas e a linha do cabelo Este tipo de cirurgia foi muito realizada na década de 50 até 90. Na ritidoplastia moderna, com videoendoscopia,a coisa mudou. Por apenas 5 pequenas incisões de 1,5 cm dentro do cabelo o cirurgião promove o tratamento todo e muito mais do que era realizado pela ritidoplastia convencional. Esta cirurgia é realizada em mais de 1/3 das cirurgias de lifting, mas pode ser feita apenas para corrigir os problemas das rugas frontais e glabelares, ou ainda para elevar as sobrancelhas e, na maioria das vezes sob sedação anestésica ou sob anestesia local. Nas cirurgias das pálpebras em homens sempre associo esta cirurgia para elevar a sobrancelha. A cicatriz não aparece e o resultado de rejuvenescimento é muito bom. Quando Dr. Ramires, Liang, Narayana mostraram a possibilidade do tratamento das rugas frontais e da glabela através da videoendoscopia, com apenas 5 pequenas incisões de 1 cm dentro do cabelo, eliminando por completo as velhas incisões da Ritidoplastia, nova fase da cirurgia plástica se iniciava.Claro que todos conhecem o efeito da toxina botulínica para o tratamento das rugas frontais, glabelares e periorbitarias. Sem dúvida esta substância trouxe uma nova e importante terapêutica para os pacientes. O Botox, Dysport e outros actuam paralisando a musculatura temporariamente e com óptimos resultados. Muitas pessoas se negam submeter-se a uma cirurgia já que o botox faz o mesmo e não se importam de 4 em 4 meses repetirem o tratamento. É uma opção adoptada por muitos.Mais tarde a videoendoscopia passou a ser utilizada também para tratar problemas da face, queda das bochechas, gordura sobre o queixo, pescoço e nestes últimos 17 anos evoluiu também como método auxiliar para colocação de próteses de silicone na região peitoral, através de pequenas incisões nas axilas, em baixo dos braços, tanto para aumento de mamas femininas como para aumento do tórax masculino. Para o implante de silicone nos glúteos, para o aumento do bum-bum, também passou a ter seu lugar de coadjuvante. Como é a TécnicaA técnica da videoendoscopia na região frontal permite o tratamento das rugas da glabela, porque resseca parte da musculatura Procerus e Corrugadores. Como os músculos se tornam menos fortes as rugas de expressão de zanga ficam reduzidas ao mínimo. Por este mesmo procedimento se promove o relaxamento da musculatura frontal para correcção das rugas desta região e, ao mesmo tempo, promove a correcção da queda da sobrancelha, elevando-a. As ressecações de musculatura são chamadas miotomias. |
|
|
|
|